Do hominídeo ao homem

Hominídeos
 


Conforme já mencionei anteriormente, considero que a Teoria Evolucionista é uma fantasia de ficção científica do século XVIII. Todavia, como este blog trata de História Mundial, daqui para a frente vou seguir a doutrina oficialmente aceite como verdadeira pela comunidade académica em geral, dado que, hoje em dia a quase totalidade dos leitores não têem abertura de mente e espirito para aceitarem a Teoria Criacionista como verdadeira. Quiçá a verdade esta num misto das duas teorias. ( Ler este o post da Teoria Criacionista ).


O aparecimento do homem não se deu de um momento para o outro.  Foram necessários milhões de anos para que se dessem as alterações físicas e intelectuais que transformaram o hominídeo no homem actual.  Todavia, essa evolução não se processou de forma linear e continua.  Com efeito, houve tipos de hominídeos que se extinguiram, não evoluindo para etapas posteriores.  

Nos finais da era terciária (há cerca de três milhões de anos), o clima húmido transformou-se gradualmente em clima seco e, como consequência, as florestas então existentes deram lugar a uma vegetação de porte mais baixo: a savana.  

Esta alteração do meio ambiente contribuiu para a modificação do modo de vida e da constituição física de alguns primatas.  

A necessidade de adaptação às transformações e exigências da Natureza fez com que alguns primatas começassem a endireitar o corpo para melhor se poderem orientar na busca de alimentos e observar os perigos que os rodeavam.  Assim, gradualmente foram adquirindo uma posição vertical, passando a caminhar apenas sobre os pés.  Fenómeno que ficou conhecido por bipedia.  

Ao utilizar a bipedia, o hominídeo liberta as mãos da sua anterior função locomotora e passa a utilizá-las mais para procurar e pegar em alimentos, pedras, paus, grandes ossos e outros objectos.  

À medida que ele manipula os objectos, fabrica e utiliza instrumentos, o dedo polegar torna-se oponível aos outros, ganhando assim a mão uma maior capacidade de pressão.  

É, portanto, no trabalho do dia-a-dia para a sua sobrevivência que o hominídeo desenvolve a agilidade e todas as outras capacidades das suas mãos.  

Por outro lado, o aumento da quantidade de carne na alimentação do hominídeo provoca-lhe um desgaste dos maxilares e o desenvolvimento de uma dentição mais aproximada da do humano actual.  A sua face torna-se mais direita.  

Na sequência destas alterações o crânio perde volume à frente mas desenvolve-se para trás, aumentando a sua capacidade.  

A posição erecta, a libertação das mãos e a utilização destas em actividades que estimulam o pensamento conduzem ao aumento do volume do cérebro.  No cérebro desenvolvido vai situar-se o centro da inteligência.  

Ainda como consequência da posição vertical, dá-se um alinhamento da laringe em relação à boca e, por conseguinte, a libertação das cordas vocais.  

Este facto vem possibilitar a emissão de sons mais articulados.  A necessidade de comunicar com os seus semelhantes (na vida quotidiana do grupo, na aprendizagem do fabrico de instrumentos, nas caçadas, etc.) estimulou o desenvolvimento da linguagem.  

De uma linguagem holofrásica (à base de monossílabos e gestos), o hominídeo passou, gradualmente, a comunicar através de uma linguagem articulada por palavras.  

A este longo e lento processo de evolução física e intelectual do homem dá-se o nome de hominização.  Trata-se de um processo que se operou ao longo do Paleolítico, ou seja, o período em que os principais instrumentos eram de pedra lascada.  

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