A História não poderia entender-se se não fosse possível localizar e ordenar os acontecimentos no tempo. Alguns desses acontecimentos são apontados pelos historiadores como marcos divisórios de eras, idades e períodos da evolução da Humanidade.
Na antiguidade, a forma de datar os acontecimentos variava conforme as civilizações. Assim, enquanto que uns povos contavam o tempo tendo como ponto de referência os diferentes reinados, outros faziam-no com referência a acontecimentos relevantes da sua história. Por exemplo, os antigos romanos, faziam-no a partir da fundação de Roma.
Actualmente, e nomeadamente nos países de tradição cristã, utiliza-se o nascimento de Cristo como ponto de referência para localizar e medir o tempo. Fala-se, por isso, em anos, séculos e milénios antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.).
Assim, enquanto que o século V a.C. é mais antigo que o século II d.C., o século III a.C. é mais recente que o século VIII a.C.
Mas nem todos os povos adoptam o calendário cristão. Os muçulmanos, por exemplo, contam o tempo a partir da “Hégira” (fuga do profeta Maomet da cidade de Meca para Medina), que corresponde ao ano 622 da era cristã.
Para mais facilmente compreendermos a evolução da Humanidade, aqui no Ocidente a História é tradicionalmente dividida em idades ou épocas, que representam diferentes formas de estar do homem no mundo. A cada uma dessas épocas correspondem modificações importantes na vida dos homens.
DIVISÃO DA HISTÓRIA EM IDADES
Pré-História: Desde a formação do Homem até à invenção da escrita e;
subdividindo-se em: Paleolítico e Neolítico.
Idade Antiga: Desde o 4º milénio a.C. ao século V d.C.;
subdividindo-se em: Antiguidade Oriental e Antiguidade Clássica.
Idade Média: Desde o século V até meados do século XV.
Idade Moderna: Desde meados do século XV até finais do século XVIII.
Idade Contemporânea: Desde finais do século XVIII até ao presente.
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